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domingo, 17 de abril de 2011

* Puro azul *

hoje um céu festivo
se abriu inteiro sobre mim
azul luminoso e altivo
parecia não ter fim

as nuvens sequer apontaram
no céu de azul intenso
a brincar no horizonte ficaram
se abriu em flor azul imenso

o olho azul brilha brilha
o mar cheio de azul encanta
o balão azul segue sua trilha
a Terra toda seu azul decanta

Úrsula Avner

Hoje sou toda azul, aqui e lá no Sempre Poesia... Um abraço azulado a todos que me visitam !

fonte da imagem : Google

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

* Brilho singular *

no céu
lindas estrelas
formam um coro
afinado e reluzente
eu aqui na terra
só canto
quando contente

Úrsula Avner

imagem: do google- sem informação de autoria

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

* na linguagem do ta, te, ti, to , tu...


fonte da imagem: http://galeria.colorir.com

tatu tatuado
tateou a terra
cavou um buraco
se enfiou na toca
tratou de esconder-se
do barulho da broca

tatu ficou tonto
de tanto cavar
tatu fura-terra
cavou tão fundo
que abraçou o mar

Úrsula Avner

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

* A neve cai *



Cristais de gelo
das nuvens despencam
deixam a terra branquinha
e o céu em lamento
frio intenso arrepia o pêlo
faz o corpo tremer
beijo gelado vira selo
cola no rosto sem desprender

Úrsula Avner

* imagem disponível no google- sem informação de autoria

sexta-feira, 14 de maio de 2010

* PrimaVera *

É primavera
flores multicores
saltam da terra
enchem a vida de cores

A prima Vera
exala seus amores
aqui e ali
em muitos odores

Úrsula Avner

domingo, 9 de maio de 2010

* A cidade da semente *




Na cidade da semente

o coração de toda a gente

bate tranquilo e contente


O que se planta se colhe

a terra de bom grado acolhe

o plantio que o povo recolhe



Úrsula Avner


* imagem do google- sem informação de autoria

quinta-feira, 8 de abril de 2010

* Sons do jardim *



no aparente silêncio do jardim
vidas se movem em sonoridade sem fim
flores se abrem ao embalo da luz solar
borboletas ruflam as asas sem parar


Úrsula Avner

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

* Chove, chove *

chove chove
lá fora
chove forte
sem parar
na mesa de lanche
esfria o chá
cheiro de terra molhada

choro de nuvem
deixa a rua encharcada
alguém grita:
-Corre , vem !
Chove no coração da terra
chove na alma de alguém

Úrsula Avner

* imagem do google

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

* A visitante misteriosa ( mini conto)

Num dia festivo de muito sol, uma visitante misteriosa chegou ao jardim dos segredos. Ela era enorme, com pernas e braços longos ; olhos bem vivos e negros. Os cabelos cor de ouro brilhavam como a luz do astro rei sobre os montes. A boca era rubra feito fim de tarde no horizonte.

Todos os habitantes do jardim silenciaram e com muito medo, alguns se encolheram, outros se esconderam. Algumas flores, coitadas, murcharam. Quem seria afinal aquela criatura que pela primeira vez entrara no jardim ?
De pés descalços, a visitante pisou aquela terra úmida e fofa . Aproximou-se do canteiro de flores e curvou-se para sentir o cheiro delicado de Rúbia, uma das rosas vermelhas que ali vivia.

Ao perceber o gesto amável da visitante, Rúbia balançou levemente suas pétalas brilhantes, exalando ainda mais seu doce perfume, para a alegria daquela afável criatura , por alguns instantes.

De repente, ouviu-se uma voz vinda de longe :

- Júlia, vem almoçar ! Já está quase na hora de ir para a escola !

A visitante se ergueu depressa, despediu-se da rosa Rúbia com um leve beijo , um sorriso no olhar e com grande alegria sussurou :

- Amanhã eu vou voltar !


Úrsula Avner

sábado, 31 de outubro de 2009

* Carlota e Lolita *


Lá vai a minhoca Carlota
em busca de alimento
se contorce até ficar tonta
perfura a terra do jardim
somente pó encontra

sua prima Lolita
de barriga bem cheia
descansa sobre um graveto
de longe uma aranha sabida
tece sua teia

em traçado perfeito

- Olá Carlota !
- Olá Lolita !
- Como você engordou ! Carlota exclamou

- Estou bem alimentada - Lolita retrucou
- Onde está a terra do jardim ? Carlota indagou
- Está na minha barriga - Lolita bradou
- Você comeu a terra e quase nenhuma sobrou ?

Lolita envergonhada

nada mais falou
Carlota cavou

um túnel no resto de terra
e nele se embrenhou

Lolita deitada
de barriga cheia cochilou
a esperta aranha em sua teia
a minhoca gulosa capturou

Lolita de tanto comer achou
que fizera uma façanha
mas a pobre minhoca acabou
virando comida de aranha

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* imagem do Google- sem informação de autoria

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

* Nossa amiga água *




Água , fonte preciosa de vida
corre apressada
no leito dos rios
ou serena
nos oceanos frios

água doce ou salgada
quente ou gelada
nossa amiga encantada
mora dentro de nós
e no interior da terra
em profundas moradas

água , símbolo da vida
menina tímida
ás vezes escondida
mulher formosa
se lança nas montanhas
atravessa o interior das grutas
se aquece nas manhãs
se derrama nas manhas

água namoradeira
beija a terra
num constante ir e vir
faz os frutos germinarem
e o ciclo da vida prosseguir

Úrsula Avner

* poesia com registro de autoria
* imagem retirada de http://desenhotosco.blogspot.com/

segunda-feira, 20 de julho de 2009

* A estrela diurna *



Pela manhã

a estrela desperta cedinho

surge por detrás dos montes

bem devagarinho


aquece as águas
beija as flores

ilumina a Terra
dissipa as dores

de quem chorou na escuridão

e ao despontar o dia

renova a esperança de sair da solidão


Amarelo e intenso

quente e imenso

se exibe o astro maioral

no viçoso azul do céu

que cobre o meu quintal



Úrsula Avner


* poema com registro de autoria
* imagem retirada do Google- desconheço a autoria

domingo, 28 de junho de 2009

* Na terra do lume *



Na terra do lume

tudo era sol

tudo clarão


Brincava feliz o vagalume

peixe não conhecia anzol

ninguém vivia na solidão


O dia reinava soberano

passarinhos viviam cantando

flores andavam cochichando


A noite caiu em lamento

estrelas despencaram do céu

coruja piou em desalento


A lua sobre as nuvens deitou

não queria deixar o céu

vento a empurrou de lá


Lua cheia minguante ficou

vagava sozinha ao léu

andava chorosa de lá para cá



Úrsula Avner


* poesia com registo de autoria

* imagem retirada do Google

sábado, 20 de junho de 2009

* Mundo redondo *



Redondo o sol que cintila
no céu anil de verão
Redonda é a lua que brilha
cercada de estrelas na escuridão

Redonda é a moeda
que paga o sorvete e a pipoca
redondo é o grão de milho
que na panela espoca

Redondo o prato de comida
e o relógio antigo do vovô
Redonda é a cara de Aída
Redondo o miolo da flor

Redonda Terra a girar
redondos os óculos da professora
a bola redonda é feliz a rolar
na redonda praça encantadora

Úrsula Avner

*poema com registro de autoria
* imagem retirada do Google

quarta-feira, 27 de maio de 2009

* Chove em todo lugar *



Chuva forte
chuva fina
chuva cai sem parar
elegante a chuva se inclina
molha a terra e se vai
sem pressa de chegar

Chuva forte
chuva fina
chuva que adora bailar
de norte a sul
a chuva declina
se derrama no azul do mar

Chuva forte
chuva fina
chuva cai
sem parar
cumpre bem sua sina
de cair sem titubear

Chuva forte
chuva fina
chuva que traz sorte
chuva molha a menina
chuva nos lábios do homem
chuva empoçada na esquina

Chuva sem previsão
chuva sem rotina
chuva que turva a visão
chuva forte
chuva fina
chuva caindo no chão

Úrsula Avner

* poesia com registro de autoria
* imagem retirada do Google

domingo, 10 de maio de 2009

* Sonho de criança *



Nas cores do arco -iris quero escorregar

cair no centro da Terra

sobre o magma surfar

sem o perigo de me queimar

Quero colher estrelas do mar

em cavalos marinhos cavalgar

voar com mil passarinhos

cruzar todos os oceanos

visitar centenas de ninhos

Quero brincar de bambolé

com os anéis de Saturno

pelo universo dar um rolé

vagando por aí sem rumo

Saltar sobre águas vivas gigantes

brincar de pique-esconde atrás dos elefantes

atravessar nebulosas

colher nos jardins do céu lindas rosas

que exalam o perfume da esperança

rosas de cor branca

como a pureza da criança

Úrsula Avner

* poesia com registro de autoria

* imagem retirada do Google

domingo, 19 de abril de 2009

* No jardim encantado *


Por entre as flores coloridas e aromáticas
bailam borboletas douradas e simpáticas

No fundo da terra avermelhada
mora uma lagarta rastejante e acromática

No jardim encantado
suave brisa embala as folhas
o sol evapora as águas que formam bolhas

Seres fantásticos ruflam suas asas ao vento
a vida corre no ritmo do amigo tempo


* Úrsula Avner
*
* poesia com registro de autoria
* imagem retirada de pesquisa feita no Google