Mostrando postagens com marcador nuvens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nuvens. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de abril de 2011

* Puro azul *

hoje um céu festivo
se abriu inteiro sobre mim
azul luminoso e altivo
parecia não ter fim

as nuvens sequer apontaram
no céu de azul intenso
a brincar no horizonte ficaram
se abriu em flor azul imenso

o olho azul brilha brilha
o mar cheio de azul encanta
o balão azul segue sua trilha
a Terra toda seu azul decanta

Úrsula Avner

Hoje sou toda azul, aqui e lá no Sempre Poesia... Um abraço azulado a todos que me visitam !

fonte da imagem : Google

terça-feira, 5 de outubro de 2010

* Casamento colorido *

fonte da imagem : blog Estrelinha Piglet


Sol enrustido, tímido
não queria brilhar
escondeu-se atrás das nuvens
depois foi despontando devagar
Chuva caiu de mansinho
para economizar

Sol e chuva
chuva e sol
casamento da viúva
Será ?

Úrsula Avner

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

* A neve cai *



Cristais de gelo
das nuvens despencam
deixam a terra branquinha
e o céu em lamento
frio intenso arrepia o pêlo
faz o corpo tremer
beijo gelado vira selo
cola no rosto sem desprender

Úrsula Avner

* imagem disponível no google- sem informação de autoria

domingo, 11 de abril de 2010

* As nuvens do céu *




Você já reparou

as nuvens no céu ?

São alvas como na noiva

o vestido e o véu


As nuvens são filhas do tempo

movem-se ligeiras como o pensamento

ou devagar como as noites sem sono

as nuvens não tem dono


Transformam-se a cada visão

às vezes são mimosos gatinhos

flores ou bichos de verão

outras vezes são monstros gordinhos

ou aves na amplidão


São coelhos sem dentes

rostos disformes

pequenas sementes

bolas enormes

as nuvens são


Formas que enxergo nelas então

em determinada hora

num minuto no céu estão

no outro, já foram embora


Úrsula Avner
* imagem do google

terça-feira, 18 de agosto de 2009

* Sonho infantil *


Sonhei um sonho estranho

onde o mar era céu

e o céu era mar

azul sem tamanho


Quando olhei para baixo

vi nuvens bailando

serenas no ar

ao olhar para cima

vi peixes nadando

nas águas do mar


Se o céu fosse mar

e o mar fosse céu

sobre as nuvens iria andar

e á noite, uma a uma contar

as belas estrelas-do-mar


Úrsula Avner


* poesia com registro de autoria

* imagem retirada do Google

sábado, 11 de julho de 2009

* O tempo revolto *



O tempo revolto

levanta poeira do chão

dá volta no quarteirão


Revolto tempo

céu cor de chumbo

nuvens nimbus se juntam

céu escurece num segundo


O tempo revolto

leva o balão da menina

revolta o cabelo de Ondina


Ondas no mar encrespam

águas revoltas brigam

tempo temporal

arranca as roupas do varal


O tempo revolto

dá volta no quarteirão


Tempo temporal

dias ensolarados se vão

no vão do tempo

que levanta poeira do chão



Úrsula Avner


* poesia com registro de autoria

* imagem retirada do site http://www.colorirdesenhos.com/

domingo, 28 de junho de 2009

* Na terra do lume *



Na terra do lume

tudo era sol

tudo clarão


Brincava feliz o vagalume

peixe não conhecia anzol

ninguém vivia na solidão


O dia reinava soberano

passarinhos viviam cantando

flores andavam cochichando


A noite caiu em lamento

estrelas despencaram do céu

coruja piou em desalento


A lua sobre as nuvens deitou

não queria deixar o céu

vento a empurrou de lá


Lua cheia minguante ficou

vagava sozinha ao léu

andava chorosa de lá para cá



Úrsula Avner


* poesia com registo de autoria

* imagem retirada do Google

sexta-feira, 5 de junho de 2009

* A menina e a sombrinha *

Na casa onde vivia
Rosita tinha uma sombrinha
sombrinha cor-de-rosa com bolinhas amarelas

Dia a dia
Rosita e sua sombrinha
se debruçavam sobre a borda da janela

Rosita olhava o céu azul anil
sem nuvens , de tonalidade bela
olhava o sol rutilante e viril
esperava a chuva cair, molhar a janela

Dia após dia
Rosita a chuva queria
a menina olhava a sombrinha
na borda da janela quietinha

" Por que não chove ? "
Rosita pensava
" Quero gotas caindo do céu "
Rosita falava

A menina cansou de esperar
a chuva não veio a janela molhar
Rosita esqueceu sua sombrinha
num canto qualquer da casa, sozinha


Úrsula Avner


* poesia com registro de autoria
* imagem retirada do Google