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sábado, 19 de março de 2011

* Já vem a chuva *

fonte da imagem: http://www.galeria.colorir.com

ti li li ti li lá
chuva cai devagar
molha as frutas do pomar
se mistura ás águas do mar

ti rim tim ti rim tim
chuva muda de lugar
chove em Ana e não chove em mim
cai aqui mas não cai acolá

ti ri bum ti ri bum
chuva vira tempestade
trovão raio e tibum !
Chuva inunda uma cidade

Úrsula Avner

domingo, 6 de fevereiro de 2011

* Ao som do ch *

fonte da imagem : google- sem informação de autoria

na chávena
esfria o chá
uma ideia cheia
chateia-me
de não ter teu chamego

apita a chaleira
gotículas caem no chapéu
em teus olhos chapiscados
mora um chamado
cai abundante chuva

Úrsula Avner

Queridos (as) amigos (as) e visitantes, tenho passado por momentos delicados atualmente, por isso estou em falta com as visitas. Em breve espero poder atualizá-las. Agradeço a todos e todas pelo carinho das visitas e comentários. Grande abraço.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

* Casamento colorido *

fonte da imagem : blog Estrelinha Piglet


Sol enrustido, tímido
não queria brilhar
escondeu-se atrás das nuvens
depois foi despontando devagar
Chuva caiu de mansinho
para economizar

Sol e chuva
chuva e sol
casamento da viúva
Será ?

Úrsula Avner

quinta-feira, 11 de março de 2010

* Sonhos femininos *




Menina embala sonhos

no jardim secreto da alma

corre o tempo sem demora

na menina a vida é calma


Vem a chuva vem o vento

menina ainda sonha

cai a noite em ritmo lento

menina ainda se assanha


Úrsula Avner
imagem : Mel Gama

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

* Chove, chove *

chove chove
lá fora
chove forte
sem parar
na mesa de lanche
esfria o chá
cheiro de terra molhada

choro de nuvem
deixa a rua encharcada
alguém grita:
-Corre , vem !
Chove no coração da terra
chove na alma de alguém

Úrsula Avner

* imagem do google

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

* A visitante misteriosa ( mini conto)

Num dia festivo de muito sol, uma visitante misteriosa chegou ao jardim dos segredos. Ela era enorme, com pernas e braços longos ; olhos bem vivos e negros. Os cabelos cor de ouro brilhavam como a luz do astro rei sobre os montes. A boca era rubra feito fim de tarde no horizonte.

Todos os habitantes do jardim silenciaram e com muito medo, alguns se encolheram, outros se esconderam. Algumas flores, coitadas, murcharam. Quem seria afinal aquela criatura que pela primeira vez entrara no jardim ?
De pés descalços, a visitante pisou aquela terra úmida e fofa . Aproximou-se do canteiro de flores e curvou-se para sentir o cheiro delicado de Rúbia, uma das rosas vermelhas que ali vivia.

Ao perceber o gesto amável da visitante, Rúbia balançou levemente suas pétalas brilhantes, exalando ainda mais seu doce perfume, para a alegria daquela afável criatura , por alguns instantes.

De repente, ouviu-se uma voz vinda de longe :

- Júlia, vem almoçar ! Já está quase na hora de ir para a escola !

A visitante se ergueu depressa, despediu-se da rosa Rúbia com um leve beijo , um sorriso no olhar e com grande alegria sussurou :

- Amanhã eu vou voltar !


Úrsula Avner

terça-feira, 24 de novembro de 2009

* a solidão da folha *




folha triste

sombria

desgarrada
da árvore

vaga pelas ruas

agarrada
ao poste
chorou


folha triste

fria

achou que sabia

viver fora da árvore

solitária e aflita
ficou


sozinha
a perambular

vem o sol

vem a chuva

e a folha
a vagar


pobre folha

longe de casa está

as ruas são seu destino


pobre folha

sozinha ficará

talvez encontre abrigo

sob os pés descalços do menino


Úrsula Avner



* poema com registro de autoria

terça-feira, 15 de setembro de 2009

* A chuva e a menina *




chuva cai

gota a gota

ploct ploct

( canta a chuva )


menina faceira sai

toda toda

toc toc

( cantam os sapatos da menina)


Úrsula Avner


* poesia com registro de autoria

* imagem do Google- sem informação de autoria

sexta-feira, 5 de junho de 2009

* A menina e a sombrinha *

Na casa onde vivia
Rosita tinha uma sombrinha
sombrinha cor-de-rosa com bolinhas amarelas

Dia a dia
Rosita e sua sombrinha
se debruçavam sobre a borda da janela

Rosita olhava o céu azul anil
sem nuvens , de tonalidade bela
olhava o sol rutilante e viril
esperava a chuva cair, molhar a janela

Dia após dia
Rosita a chuva queria
a menina olhava a sombrinha
na borda da janela quietinha

" Por que não chove ? "
Rosita pensava
" Quero gotas caindo do céu "
Rosita falava

A menina cansou de esperar
a chuva não veio a janela molhar
Rosita esqueceu sua sombrinha
num canto qualquer da casa, sozinha


Úrsula Avner


* poesia com registro de autoria
* imagem retirada do Google

quarta-feira, 27 de maio de 2009

* Chove em todo lugar *



Chuva forte
chuva fina
chuva cai sem parar
elegante a chuva se inclina
molha a terra e se vai
sem pressa de chegar

Chuva forte
chuva fina
chuva que adora bailar
de norte a sul
a chuva declina
se derrama no azul do mar

Chuva forte
chuva fina
chuva cai
sem parar
cumpre bem sua sina
de cair sem titubear

Chuva forte
chuva fina
chuva que traz sorte
chuva molha a menina
chuva nos lábios do homem
chuva empoçada na esquina

Chuva sem previsão
chuva sem rotina
chuva que turva a visão
chuva forte
chuva fina
chuva caindo no chão

Úrsula Avner

* poesia com registro de autoria
* imagem retirada do Google

sábado, 16 de maio de 2009

* Desfolhada flor *


Cai da árvore a folha


pétala desprende da flor


que desfolha




Desfolhada flor


ao bem me quer


não quer mais


amou demais



Cai a chuva


molha a folha


rio corre, faz curva


água forma bolha



Menino brinca com a rolha


dobra a folha


avião de papel


voa sem rumo, ao léu



Fina flor desfolhada


na folha desenhada


tinta azul no papel


colore cada pedaço do céu



Úrsula Avner

*Poesia com registro de autoria