sexta-feira, 5 de março de 2010

* Aventuras de Nina *

A formiguinha Nina caminhava tranquila
carregava uma folha de árvore verdinha
passo a passo seguia sua trilha
andava andava até ficar cansadinha


Por um instante repousou a folha no chão
deu uma boa espriguiçada
esticou os pés ... fez serão
a formiguinha estava mesmo cansada

eis que de longe Nina avistou
um enorme graveto e logo pensou
"Será que consigo carregar aquele espeto ? "
Do graveto Nina se aproximou
e ao chegar bem pertinho
nele Nina tocou

o graveto assustado se mexeu
" Ai ai formiguinha, o que queres de mim ? "
Nina assustou-se e logo entendeu
que o que parecia um graveto era um louva-deus

Nina pediu desculpa ao novo amiguinho
e com a folha verdinha nas costas
seguiu seu longo caminho

Úrsula Avner

* poema/prosa com registro de autoria
* imagem do google

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

* Chove, chove *

chove chove
lá fora
chove forte
sem parar
na mesa de lanche
esfria o chá
cheiro de terra molhada

choro de nuvem
deixa a rua encharcada
alguém grita:
-Corre , vem !
Chove no coração da terra
chove na alma de alguém

Úrsula Avner

* imagem do google

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

* Dia de feira *

hoje é sexta-feira
dia de feira
tem banana , mamão
laranja e abacate
chuchu, feijão
farinha e tomate

tem preço bom
tem qualidade
na feira tem
gente nova
e de mais idade

tem boa conversa e alegria
tem de tudo meu senhor
tem de tudo minha senhora
tem vida durante todo o dia

Úrsula Avner


*imagem do google

* poema com autoria registrada

sábado, 13 de fevereiro de 2010

* Cântico de estrelas *

No céu de azul anil
estrelas cantam em consenso
formam um coro reluzente
que a mim deixa contente

Mamãe conta uma estória
é hora de dormir e sonhar
com as estrelas em sua glória

doce e suave canção de ninar

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* imagem do google- sem informação de autoria

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

* Taturanas *




as sobrancelhas do vovô

parecem duas taturanas

que me observam caladas


se erguem pra lá

se movem pra cá

abaixam e levantam

fazem ginástica

dormem e roncam


as sobrancelhas do vovô

negras como o quarto escuro

são duas asas de gavião

que me espiam sobre o muro



Úrsula Avner



* poema com registro de autoria


* imagem disponível no google- embora se pareça com o presidente Lula, a intenção aqui é apenas ilustrar o poema.


Olá amigos (as), estou de volta, embora já bastante atarefada ! Senti saudades ! Aos poucos pretendo visitar todos vocês que me honram com sua visita e comentários. Um abraço afetuoso a todos.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Estarei ausente por alguns dias...


Queridos amigos e amigas da blogosfera ( grandinhos e pequeninos),
estarei ausente por duas semanas por motivo de viagem de férias
Sentirei saudades... Espero que em qualquer tempo nossa amizade
continue florescendo... Até a volta.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

* A visitante misteriosa ( mini conto)

Num dia festivo de muito sol, uma visitante misteriosa chegou ao jardim dos segredos. Ela era enorme, com pernas e braços longos ; olhos bem vivos e negros. Os cabelos cor de ouro brilhavam como a luz do astro rei sobre os montes. A boca era rubra feito fim de tarde no horizonte.

Todos os habitantes do jardim silenciaram e com muito medo, alguns se encolheram, outros se esconderam. Algumas flores, coitadas, murcharam. Quem seria afinal aquela criatura que pela primeira vez entrara no jardim ?
De pés descalços, a visitante pisou aquela terra úmida e fofa . Aproximou-se do canteiro de flores e curvou-se para sentir o cheiro delicado de Rúbia, uma das rosas vermelhas que ali vivia.

Ao perceber o gesto amável da visitante, Rúbia balançou levemente suas pétalas brilhantes, exalando ainda mais seu doce perfume, para a alegria daquela afável criatura , por alguns instantes.

De repente, ouviu-se uma voz vinda de longe :

- Júlia, vem almoçar ! Já está quase na hora de ir para a escola !

A visitante se ergueu depressa, despediu-se da rosa Rúbia com um leve beijo , um sorriso no olhar e com grande alegria sussurou :

- Amanhã eu vou voltar !


Úrsula Avner